Já terá com certeza visto imagens em que um carro é jogado contra uma parede a grandes velocidades, com ou sem figuras humanóides em seu interior, para testar todos os componentes do veículo em situação de impacto.

Mas os testes que cada carro ultrapassa antes de ser colocado para venda no mercado vão muito para além dos testes de colisão.

Toda a estrutura do carro tem que ser testada, e isso inclui todos os componentes de segurança mas também outros aspetos como diferentes calibragens de pneus, freios, emissões poluentes e a cada vez mais importante parte eletrônica. É que hoje em dia cada carro novo produzido possui centenas de componentes eletrônicas e é vital que todas estejam funcionando dentro da conformidade.

A avaliação humana antes da eletrônica

Por forma a reduzir custos, a maior parte dos testes é efetuada por meio de computadores, recorrendo à realidade virtual para fazer essas simulações.

No entanto, a segurança e conforto de quem vai adquirir e conduzir o carro e também de seus passageiros, nunca é definida e finalizada pelo recurso à eletrônica. O parecer humano é que dá a permissão final para o carro ser vendido ao público e para que possa circular livremente pelas estradas.

Por mais que a eletrônica evolua, a sensibilidade humana é essencial para efetuar testes como os de condução, para observar de que forma o carro se comporta em diversas condições apresentadas, como óleo no asfalto, diferentes condições do piso, por forma a avaliar o comportamento do veículo em situações do dia a dia.

Alguns dos testes são obrigatórios e incluem a análise das emissões poluentes do motor e também os ruídos produzidos pelo carro.

Uma curiosidade interessante é que os testes de ruído são efetuados em espaços onde não é produzido eco, por forma a que sejam identificados com exatidão os pontos de origem de cada ruído.