O Rally Dakar

O Rally Dakar nasceu de um acaso. Em 1997, o piloto de moto Thierry Sabine estava participando do rali Abidjan-Nice quando se perdeu. Ao invés de passar a evitar a região, Thierry se apaixonou pela mesma e decidiu que aquele seria o local ideal para a passagem de um rali. E quando pensou em outro rali pensou em grande.

Idealizou um rali que ligasse a capital do seu país de origem, a França e a capital do Senegal, Dakar.

Em 1979 o Rally Paris-Dakar teve a sua primeira edição. O rali manteve esse formato, ligando Paris e Dakar, posteriormente outras cidades e Dakar com poucas alterações ao longo dos anos, com um dia de pausa para atravessar o Mar Mediterrâneo.

No entanto, a partir de 2009, e após o cancelamento da edição de 2008, o Rally Dakar se mudou para a América do Sul por um conjunto de circunstâncias ligadas com a segurança no Norte de África que assustou concorrentes e patrocinadores ameaçando a realização da prova.

Embora se temesse que esse fosse o fim do Rally Dakar, ou de sua popularidade, essa continua sendo uma das competições de automobilismo mais seguidas por todo o mundo e sua mística permanece intacta.

2017 viu o primeiro carro elétrico completar o Dakar

A edição do Rally Dakar de 2017 não era para qualquer veículo, com os seus extremamente exigentes 9 mil quilômetros de extensão, em estradas (e fora delas) muito acidentadas entre a Argentina, a Bolívia e o Paraguai.

Mas foi essa a edição que viu pela primeira vez um carro elétrico chegar até o fim.

O carro de fabrico espanhol Acciona 100% EcoPowered, pilotado por Ariel Jaton e tendo Tito Rolon no lugar de navegador, terminou na colocação 57, sendo de destacar que cerca de um quarto dos 323 carros inscritos não chegou ao final da competição!